Amsterdã

Por entre as ruas organizadas, o vai e vem das bicicletas é o cartão postal da cidade. Ciclovias tão bem construídas quanto 248631_10150207947866178_336962_nas ruas destinadas aos carros. Aqui não há disputas. Os semáforos ditam o transito entre pedestres, ciclistas e motoristas. Se ao sair do Brasil, você espera ver coisas de “primeiro mundo” no velho continente, Amsterdã não te decepcionará.  Um cenário incrível que mescla organização, modernidade, história, cultura e muito mais. As pessoas são super educadas e prestativas com os turistas. Apesar da língua complicada, cheia de consoantes e sons indecifráveis, não encontrei sequer uma viva alma em Amsterdã que não se comunicasse bem em inglês. Após uma rápida pesquisa na internet, encontrei que estima-se que até 93% da população da Holanda fale inglês. Se esses dados estão corretos, eu não sei, mas é bem possível.

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Rijksmuseum museum

Só de perambular pelo centro, seu olfato percebe o cheiro da tinta que emana dos quadros expostos nos diversos museus. Você respira arte. O Rijksmuseum possui a maior e mais importante coleção da arte clássica holandesa. Lá você pode encontrar grandes representantes da arte européia como, por exemplo, Rembrandt e Vermeer. O museu é enorme e tive que voltar uma segunda vez. Ali pertinho, um outro museu de perder o fôlego: o museu Van Gogh. Vendo as suas obras magnificas e o fato dele ter começado a pintar aos 28 anos foi uma inspiração para eu começar também a dar minhas primeiras pinceladas. A história da vida de Van Gogh merece um post a parte. E para os amantes de arte, essa só é a ponta do iceberg.  Amsterdã, além da praça dos museus, possui vários outros espalhados por toda a parte.

248606_10150207957016178_5485348_nA disputa é acirrada, mas o museu que mais me impressionou foi a casa de Anne Frank.  Se você como eu, felizmente, não viveu durante as grandes guerras prepare-se para se impressionar.  Se você ainda não leu o diário escrito por essa jovem, vítima do holocausto, faça antes de visitar o anexo secreto onde ela morou escondida com sua família por dois anos. Sem sair e praticamente sem ver a luz do dia, ela descreve o cotidiano das duas famílias que moravam nesses cômodos e o medo constante de serem capturados pelo Reich. Durante o percurso pela casa você quase pode sentir a presença dessas famílias ali. Até a marcação feita nas paredes para anotar o progresso no crescimento das crianças pode ser visto. É uma249381_10150207950951178_5136614_n viajem no tempo, num tempo que ninguém sonha em voltar. Em 1944, um delator revelou o esconderijo e todos foram levados a campos de concentração poucos meses antes do fim da guerra.  Anne morreu aos 15 anos de tifo, assim como sua irmã. O único sobrevivente entre as duas famílias do anexo foi o pai de Anne.

Navegando por águas mais amenas, não se esqueça que a famosa cervejaria Heineken é holandesa e fundada em Amsterdã. Como não podia deixar de ser, o museu dedicado a cerveja faz parte do roteiro de viajem de qualquer turista. Ali você poderá acompanhar parte do processo de fabricação e degustar uma Heineken geladinha.

Eu não posso deixar de mencionar algumas peculiaridades da cidade.  O distrito da luz vermelha é um famoso bairro destinado basicamente ao sexo. A prostituição é legalizada, e mulheres (eu não vi nenhum homem), ficam expostas em vitrines e qualquer transeunte pode observá-las seminuas oferencendo o produto. É proibido tirar foto no local. Além disso, os famosos  coffeeshops estão espalhados pela cidade.  Eles se assemelham a pubs, e algumas drogas (aquelas autoriz252091_10150207935781178_2663768_nadas pelo governo Holandês) são vendidas livremente. Se você abrir o “cardápio”, vai encontrar muitos tipos diferentes de maconha disponíveis.
Além disso eles vendem também um bolo de chocolate recheado de haxixe, chamado space cake. Se você não é
usuário frequente da cannabis não se arrisque. O space cake não é para iniciantes.  Mas se a primeira coisa que você pensa quando o assunto é Amsterdã é fumar um baseado livremente, está na hora de mudar seus conceitos.

Escrito por

Nascida na capital federal, morei nos EUA, Itália e atualmente me encontro no país mais populoso do mundo. Isso mesmo, estou morando na China, mais precisamente na cidade de Hefei. Sinta-se a vontade para procurar essa pequena cidade (para os parâmetros chineses) de mais de 7 milhões de habitantes no mapa. Sou formada em Física pela Universidade de Brasília e PhD em astrofísica pela universidade de Roma. Sempre ávida por dividir conhecimento, não somente no campo das ciências, mas também as minhas experiências pessoais , preferências literárias, etc. O leque é muito grande, então por simplicidade, digamos que gosto de debater sobre tudo e sobre nada, sobre qualquer coisa der na telha.

2 comentários em “Amsterdã

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