A cidade luz- parte II

Champs-Élysées
Champs-Élysées

Moda, estilo e glamour. Palavras que definem bem o ambiente parisiense.  Uma olhada ao redor e nos sentimos transportados para um desfile de alta costura. Cercada por castanheiras, uma caminhada pela avenida mais prestigiada de Paris renova as baterias pela beleza. Por outro lado, bate uma pontinha de frustração em nós simples mortais com contas bancárias limitadas. A avenida, uma das mais luxuosas do mundo, reúne joalherias, lojas de grandes grifes de prestígio internacional, além de restaurantes, cinemas e hotéis. Ela é palco das principais celebrações patrióticas da França, como por exemplo, o desfile da Queda da Bastilha no DSC00761dia 14 de Julho.  A Champs-Élysées se extende por quase 2 km, começando pelo Museu do Louvre até o Arco do Triunfo. Encomendado por Napoleão Bonaparte, surge o imponente monumento erguido em homenagem a suas próprias conquistas. Com um nome bastante sugestivo, o Arco do Triunfo foi inaugurado em 1836 e em suas paredes estão gravados os nomes de dezenas batalhas e DSC00760centenas generais do império. Na base do Arco, o túmulo do soldado desconhecido, inaugurado em 1920, honra os soldados que morreram na primeira guerra mundial pela França e cujos corpos não foram identificados.
Quer sentar para o café da tarde com estilo? O Quartier Latin oferece várias opções de famosos bistrôs e restaurantes. O bairro abriga a renomada universidade Sorbonne e por isso era frequentado principalmente por estudantes e intelectuais durante o século passado. Antes um café como qualquer outro, hoje imperdível por ter feito parte da vida de ilustres freqüentadores como por exemplo, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Localizado na esqDSC00795uina do Boulevard Saint- Germain com a rua Saint-Benoît, o Café de Flore foi aberto ao público na década de1880.  Sentar ali e sentir a atmosfera na qual Sartre e Simone criaram parte de suas obras não tem preço.  Mentira, tem sim, e não é muito barato, mas vale a pena. Uma praça do bairro, ali pertinho do Café de Flore, ganhou o nome dos dois, como uma homenagem da prefeitura de Paris a esses grandes filósofos e escritores.

Com o cair da noite, vamos colocar uma pitada de glamour na viagem e nos dirigir ao Boulevard de Clichy para assistir ao espetáculo do cabaré mais famoso do mundo.  Dando jus ao nome, um grande moinho vermelho, chama atenção de quem passa pelo local. O Moulin Rouge abriu suas portas em 1889 e atualmente faz dois shows por noite todos os dias do ano. As Cabaret_Moulin_Rougereservas devem ser feitas com antecedência, pois turistas de todo o mundo, inclusive franceses de outras cidades, disputam ingresso.  A faixa de preço é variada e depende da localização do assento e se você quer incluir o jantar na sua experiência. Na minha humilde opinião, não é um programa que valha tanta a pena. Se você tem tempo e dinheiro sobrando em Paris, se aventure. Mesmo nesse caso, eu optaria por assistir ao show sem o jantar. A comida não é das melhores e preço fica bem salgado. Com relação ao espetáculo?  Ele inclui de dançarinas semi-nuas a ventriloquista. O que tem de tão especial? Nada.  Apesar de ser tradicional e tentar nos remeter a atmosfera do século XIX, achei o figurino antiquado e um tanto machista. Talvez no passado tenha sido escandaloso, mas glamuroso. Hoje é um espetáculo com mais fama que conteúdo e nem tão glamuroso assim. Tiraria, sem peso na consciência, da minha to do list em Paris, que tem muito mais a oferecer.

Escrito por

Nascida na capital federal, morei nos EUA, Itália e atualmente me encontro no país mais populoso do mundo. Isso mesmo, estou morando na China, mais precisamente na cidade de Hefei. Sinta-se a vontade para procurar essa pequena cidade (para os parâmetros chineses) de mais de 7 milhões de habitantes no mapa. Sou formada em Física pela Universidade de Brasília e PhD em astrofísica pela universidade de Roma. Sempre ávida por dividir conhecimento, não somente no campo das ciências, mas também as minhas experiências pessoais , preferências literárias, etc. O leque é muito grande, então por simplicidade, digamos que gosto de debater sobre tudo e sobre nada, sobre qualquer coisa der na telha.

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