Londres – parte I

Munidas de guarda-chuva e várias camadas de roupa, saímos para explorar a capital inglesa que é conhecida pelos dias cinzentos e chuvosos. No auge do inverno, a mãe natureza resolveu nos presentear e foram sete dias ensolarados. O guarda-chuva ficou em casa, mas as milhares de camadas de roupa permaneceram, no melhor estilo colchão amarrado no meio. Fazer turismo no inverno não é uma tarefa fácil.

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Ano novo: London Eye

Chegamos em Londres na véspera do ano novo e os preparativos para a festa estavam a todo vapor. 2015 seria um ano de mudanças, tanto para mim quanto para minha irmã, e apesar da minha fobia por multidões decidi que deveríamos celebrar o novo ano, cheio de novidades. A jornada começou então em London Eye, a terceira maior roda gigante do mundo e onde os fogos de artifício da virada de ano londrina iluminam o céu. Esse é um dos pontos turísticos mais disputados da cidade, então o formigueiro era ainda mais inevitável. Sobrevivi e não penso em repetir a dose tão cedo. Ficamos hospedadas na casa de um amigo, que perdemos em meio a multidão e só reencontramos já de manhã quando finalmente conseguimos chegar em casa depois de esperar a reabertura das linhas de metrô.

Voltamos aos “Olhos de Londres” sob a luz do dia. A roda gigante de 135 metros de altura faz justiça ao nome. Ela foi construída para celebrar a virada do milênio (ou talvez o fim do mundo que não aconteceu?) e deveria ser desmontada. Contudo, assim como a Torre Eiffel, virou cartão postal da cidade e parada obrigatória para turistas de todo o mundo. O passeio vale o ingresso, a cidade fica linda vista do alto. As cápsulas giram devagar o suficiente para permitir muitas fotos magníficas dos diversos panoramas de1517819_10151948894458073_588024587_n Londres. Na fila para comprar os ingressos topamos com ninguém menos que David Beckham (de cera, é claro). Deixou aquele gostinho de quero mais, pois não conseguimos visitar o Madame Tussauds. Hoje, existem franquias espalhadas por diversos países, mas sem duvida o museu de cera de Londres é o mais conhecido, pois foi onde tudo começou. A fila estava monstruosamente grande, tanto para comprar o ingresso quanto para entrar no museu. Nos levaria um dia inteiro de espera, sem exagero. A desistência foi nossa melhor opção dadas as circunstancias. O Madame Tussauds é um belo pretexto para voltar em Londres!

 

 

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Big Ban

Ali pertinho da London Eye, as margens do rio Tâmisa o principal ponto turístico da cidade badala as horas no Palácio de Westminster. O sino instalado em 1859 na Elizabeth Tower, entre prédios governamentais, é mundialmente conhecido pelo nome de Big Ban. Caminhando pelas redondezas, uma olhadinha para o chão te lembra sempre de olhar para primeiro para a direita ao atravessar a rua, e evita acidentes com turistas desavisados ou apenas distraídos. A todo momento você se depara com os famosos ônibus vermelhos de dois andares e as inigualáveis cabines telefônicas. Nem pense em abrir a porta, elas há muito tempo se tornaram banheiros públicos. Durante nossas caminhadas nos deparamos como uma pista de patinação de gelo a céu aberto. Como minha irmã nunca tinha tentado, resolvemos patinar…

 

Dentre os vários monumentos nas proximidades, a National Gallery, fundada em 1824, está localizada no coração de Londres, na Trafalgar Square. No acervo da galeria esbarramos em nomes como Leonardo da Vinci, Caravaggio, Michelangelo, Van Gogh entre outros célebres pintores, o que faz da Galeria Nacional uma das mais importantes do mundo. Vale mencionar: a entrada é gratuita.

1513324_10151947003403073_1549627002_nPor fim, não podemos nos esquecer dos milhares de espetáculos, especialmente os musicais, disponíveis na badalada vida em Londres. Por entre as lojas na praça Piccadilly Circus, panfletos voam de toda parte anunciando os shows em cartaz. Fomos pegas de surpresa com tantas opções e morar em Londres deve ser uma completa perdição. Confesso que a escolha do que iríamos assistir naquela noite não foi tão difícil. Um grande cartaz anunciando o espetáculo de Dirty Dancing fez brilhar os nossos olhos como duas adolescentes (me julguem). Mas quem não se encantou com Baby e Johnny no filme que é um clássico do cinema que atire a primeira pedra. O espetáculo foi perfeito e bastante fiel ao filme. Atores e atrizes transbordando talento, tanto interpretando quanto cantando e dançando, provocavam suspiros enlouquecidos na platéia. E aquela expectativa se apoderando de nós quando o fim se aproximava… A dança final foi tudo aquilo que estávamos esperando. Imperdível!

Escrito por

Nascida na capital federal, morei nos EUA, Itália e atualmente me encontro no país mais populoso do mundo. Isso mesmo, estou morando na China, mais precisamente na cidade de Hefei. Sinta-se a vontade para procurar essa pequena cidade (para os parâmetros chineses) de mais de 7 milhões de habitantes no mapa. Sou formada em Física pela Universidade de Brasília e PhD em astrofísica pela universidade de Roma. Sempre ávida por dividir conhecimento, não somente no campo das ciências, mas também as minhas experiências pessoais , preferências literárias, etc. O leque é muito grande, então por simplicidade, digamos que gosto de debater sobre tudo e sobre nada, sobre qualquer coisa der na telha.

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