O Sol

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O Sol visto do espaço. Crédito: NASA

Com uma temperatura superficial de aproximadamente 5700°C, o maior objeto do Sistema Solar, é a fonte de luz e calor que abastece nosso planeta. O Sol, formado basicamente por hidrogênio e hélio, possui cerca de 4,5 bilhões de anos. No século XVII, Galileu Galilei observou manchas na superfície do Sol. Na época, o debate acerca de origem dessas manchas acirrou as disputas entre o pensamento tradicional Aristotélico e as mudanças propostas por Copérnico e defendidas por Galileu.  O matemático Jesuíta Christoph  Scheiner argumentava que o sol era uma esfera perfeita, pertencente ao paraíso imutável e que as manchas não passavam de satélites naturais orbitando o Sol. Corretamente, Galileu defendia que essas manchas ocorriam na superfície do Sol. Hoje sabe-se que elas são regiões mais frias (ainda assim estão acima dos 4000°C) que se formam na superfície. O constante monitoramento permitiu constatar que a quantidade de manchas solares que observamos varia com o tempo, repetindo-se em ciclos de 11 anos. Ainda não se sabe exatamente as causas do ciclo solar, mas acredita-se que tenham relação com os campos magnéticos gerados no interior do Sol.

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Vento solar

As explosões solares são eventos muito mais intensos, descobertos exatamente quando se observava as manchas solares. Grandes quantidades de energia são liberadas em um curto intervalo de tempo que pode variar de segundos a poucas horas. Os flares solares também estão relacionados aos intensos campos magnéticos presentes no Sol. As variações no vento solar (fluxo de partículas emitido pelo Sol) estão associadas tanto às manchas solares quanto a ocorrência dos flares. A quantidade de partículas expelidas durante esses eventos explosivos pode ser bastante prejudicial a saúde dos astronautas no espaço.

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Explosão solar que aconteceu em 16 abril de 2012. Crédito:NASA/SDO/AIA 

A história da nossa estrela e do próprio Sistema solar começou com o colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira na Via Láctea que durou milhões de anos. A partir do colapso inicial, 50 milhões de anos devem ter se passado até que a nossa estrela tenha surgido efetivamente, e 1 bilhão de anos para que o nosso sistema planetário  chegasse ao seu estágio final. Estabilizado, o Sol, devido ao seu próprio campo gravitacional, transforma hidrogênio em hélio no núcleo através da fusão nuclear. Esse é o estágio de evolução atual do Sol (estrela da sequencia principal), e no qual ele passa a maior parte de sua existência. Com o passar do tempo, contudo, o combustível que mantém nossa estrela estável (o hidrogênio) começará a se exaurir no núcleo. A geração de energia passa a se dar em uma camada estreita que envolve o núcleo. Nesse caso, o equilíbrio não é mais atingido e o núcleo do Sol se contrairá aumentando a camada que queima o hidrogênio, causando a expansão de camadas mais externas. A luminosidade do Sol aumentará e ele terá se tornado uma gigante vermelha. Nesse processo, que ocorrerá daqui a 5 bilhões de anos, o Sol engolirá Mercúrio, Vênus e a Terra. Nessa fase, começa a a fusão do hélio em carbono no núcleo. Eventualmente, o hélio também se esgotará, mas estrelas com a massa inicial do Sol não terão energia suficiente para começar a fusão do carbono (para a evolução de estrelas muito massivas veja o post sobre buraco negro estelar). A vida do sol terá chegado ao fim, restando somente um núcleo de carbono após a ejeção do material de suas camadas externas (chamada de nebulosa planetária, apesar de não estar relacionada aos planetas). O sol terá se tornado uma anã branca. Essas estrelas  possuem baixa luminosidade, massa semelhante a do Sol, podendo ter tamanho comparável ao da Terra. Como não possuem uma fonte de energia nuclear, tendem a resfriar-se completamente

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Nascida na capital federal, morei nos EUA, Itália e atualmente me encontro no país mais populoso do mundo. Isso mesmo, estou morando na China, mais precisamente na cidade de Hefei. Sinta-se a vontade para procurar essa pequena cidade (para os parâmetros chineses) de mais de 7 milhões de habitantes no mapa. Sou formada em Física pela Universidade de Brasília e PhD em astrofísica pela universidade de Roma. Sempre ávida por dividir conhecimento, não somente no campo das ciências, mas também as minhas experiências pessoais , preferências literárias, etc. O leque é muito grande, então por simplicidade, digamos que gosto de debater sobre tudo e sobre nada, sobre qualquer coisa der na telha.

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